Depoimentos de Leitura/Escrita


Profª.Thaís Langhi Brambilla

Acredito que a maioria de nós tenha adentrado no mundo da leitura através da Coleção Vaga Lume, me lembro de bem e tenho saudades dessa época. Fui incentivada desde cedo a gostar de leitura pela minha mãe que, apesar do pouco estudo que teve, é uma ótima leitora. Na escola em que realizei todo meu ensino fundamental havia uma biblioteca excelente e toda semana levava os livros para casa para compartilhar as leituras com ela. Infelizmente, no Ensino Médio, não encontrei na outra escola a mesma estrutura e nem mesmo professores que nos incentivassem. Mesmo assim, não perdi o gosto pela leitura, adoro ler e gostaria de ter muito mais tempo para me dedicar a este prazer. A leitura nos faz viajar no tempo, sentir emoções indescritíveis. Adoro livros, mas ainda tenho muita dificuldade com a escrita, escrever não me atrai tanto quanto a leitura. Quando realizei meu ensino fundamental e médio a Língua Portuguesa não era a minha disciplina preferida, mas, mesmo assim, nessa época gostava de escrever um pouco mais. Depois que iniciei a licenciatura em Matemática parece que o trabalho com cálculos e demonstrações me fez perder o gosto e principalmente a facilidade com a escrita.  Uma observação é importante, será que são os alunos que vão perdendo o interesse pela leitura ou é a escola que muitas vezes não os estimula? Percebemos que nas crianças menores o hábito da leitura é maior. E o que acontece então com nossos adolescentes?


Profª. Samira Camargo Clemente

Também aprendi a gostar de ler com a minha mãe e minha professora de Língua Portuguesa do Ensino Médio "Rosinha", continuou a incentivar este gosto através da literatura. Além de diversas propagandas dos livros, me recordo de ter apresentado uma dramatização de um clássico, ótimas recordações deste tempo.

Sendo alfabetizada pela minha mãe, antes mesmo de ter ingressado no “prézinho” – com orgulho disso e sendo grata a ela, até os dias de hoje - as lembranças que tenho quanto ao fato que me despertou o gosto pela leitura, são de um tio me pedindo para recitar a cartilha. Após ter aprendido a ler todas as lições - da capa aos créditos finais -, recitava todas com muita animação, pois, logo após, recebia uma salva de palmas de todos que se encantavam com tal proeza de menina.

Após se passarem alguns anos de escolaridade, a lembrança que marcou para mim, foi o dia em que trouxe um livro pequeno da escola, para ler durante as horas da tarde que me restava. O livro que na época nem chamou a minha atenção pelo autor, mas sim, pelo nome “A faca de dois gumes”. Recordo-me de sentar no sofá da sala, abrir suas primeiras páginas, começar a ler o primeiro capítulo e, só sair dali até ter desvendado todo o mistério, ou seja, terminado de ler todo o livro após umas quatro ou cinco horas de leitura contínua. Nem mesmo minha família passeando pela casa, conversando alto, me retirava daquele mundo em eu havia “mergulhado de cabeça!”.

Numa de minhas leituras mais recentes, o livro que também chamou a minha atenção foi “O estranho caso do cachorro morto”, uma envolvente história de um menino autista. Se você ainda não leu, eu recomendo!

Foi escrevendo que aperfeiçoei minha forma de se expressar, e tenho que ser sincera, não foi e nem está sendo fácil! Quando apresentei proposta para atuar na Coordenação Pedagógica da escola onde trabalhava até o ano passado, realmente percebi que professor de matemática precisar estar atento, para não perder o hábito de escrever e com isso melhorar na elaboração de suas ideias. Hoje minha preocupação ainda é maior, peço ajuda dos colegas para ler meus textos e verificar se realmente estão claros, sem erros de concordância, etc.

Profª. Rita de Cássia Souza Perri

Minha experiência com a leitura começou muito cedo, pois tenho 3 irmãos mais velhos e sempre estava com eles na hora das lições de casa. Na minha época eram poucos os alunos que faziam o antigo pré-primário e eu não fiz. Já entrei direto na 1ª série já alfabetizada, pois sempre estava em contato com livros e cadernos. Sempre gostei de ir à escola. Depois vieram os filhos e o acompanhamento nas lições de casa deles. Gosto muito de ler e estar sempre atualizada.

Prof. Robson Rossi

Na verdade tenho algumas dificuldades em lembrar-se de fatos de minha vida escolar, mas o pouco que lembro são situações que me reportam a leitura de uma forma mais simples, como o João citou também realizei muitas leituras da Coleção Vaga lume e na maioria das vezes tínhamos que realizar uma resenha dessa leitura. Com relação à escrita, tive vários problemas em minha educação fundamental, pois nessa época as professoras que tive eram muito exigentes com relação à gramatica e confesso que não me atraia muito escrever, realizar ditados, redações, etc.

Enfim, ainda apresento várias dificuldades de ler (compreender o que estou lendo) e escrever, mas quem me conheceu há alguns anos atrás sabe que evolui muito com relação a minha escrita, contudo nos momentos de estudos e vários cursos que fizemos, existem os TCCs da vida, em que nos permite escrever e sermos orientados para tal escrita sistematizada e padronizada. Espero ainda aprender a escrever como muitos fazem com muita propriedade como visto nos depoimentos desde módulo.

A escrita sempre é um momento marcante em minha vida, pois a todo momento temos que escrever para os outros e até hoje quando escrevo (agora mesmo) fico "medindo" as palavras para que meu texto fique o mais próximo de minhas ideias.

Profª. Roseli Soares Jacomini


A leitura nos conduz para "contexto diferente de nossa realidade", despertando a imaginação, criatividade e melhorando o repertório cultural, daí a importância de valorizarmos em nossas escolas, o gosto pela leitura e escrita. O tipo de leitura que mais gosto é o que se relaciona a livros referentes às teorias educacionais, de psicologia, de autoajuda e todos que contam a história da matemática.

Achei riquíssima a leitura dos depoimentos de leitura das personalidades, fazendo-me recordar de momentos importantes de minha infância, como também me incentivando a realizar outros tipos de leitura. Revivi momentos agradáveis, em que eu chegava a “viajar com minha imaginação”, para lugares impossíveis... Isso acontecia quando minha professora Vanda, da 3ª série do ensino primário, tinha uma rotina de todas as sextas-feiras, fazer uma leitura oral de um capítulo de um determinado livro. As histórias lidas por ela, que eu mais gostei, foram as de Monteiro Lobato: “As Narrações de Narizinho”. Ela lia com tanta ênfase que a classe fazia um silêncio absoluto e “eu me transportava para dentro da história...” Até hoje guardo em minhas lembranças estes momentos tão especiais. Eu tive o grande prazer em participar de encontros promovidos pela SEE, dos quais o Prof. Nilson José Machado ministrou palestras. O que mais me chamou a atenção nestas palestras foram os depoimentos dele, valorizando o gosto pela leitura e escrita, bem como o seu vasto conhecimento nesta área.  Eu tive um grande exemplo dentro de minha casa de leitor e escritor: meu pai (que já é falecido e hoje seria seu aniversário). Lembro-me sempre que após o almoço, deitado em uma rede e lendo o Jornal "O Estadão"... lia muito... escrevia muito. Segui seu exemplo e na escola, sempre fui escolhida para redigir relatórios, atas, etc. Gostei muito dos cursos "Ensino Médio em Rede" e "Estação da Luz da Nossa Língua" que participei quando era PC de uma escola. Nestes Cursos aprendi muito sobre os gêneros textuais e foram muito importantes para minha formação. Abraço.

Encerro meu depoimento com a frase citada pelo prof. Nilson: “A oralidade esvanece, a escrita permanece.”

Prof. Willians Leite da Fonseca

"Tudo que é bom dura o suficiente para se tornar inesquecível!”-Amanda Zacharias

Morei em uma região muito pobre do interior do Paraná até os nove anos de idade. “Pobre” sob um ponto de vista claro. Naquele lugar não havia energia elétrica, consequentemente televisão e muito menos os recursos que muitos possuem hoje em dia. Somente um pequeno rádio de pilha não dava conta de entreter a mim e a quatro irmãos. Sendo assim, passávamos horas ouvindo músicas (e que músicas), notícias e todo o tipo de informação possível.
     Quando iniciamos a vida escolar, passamos a ter na escola, um lugar preferido. A biblioteca da escola passou a ser o local mais confortável e acolhedor daquele lugar. 
     Como em casa não dispunha de nenhum outro recurso, cada um dos irmãos escolhia um exemplar de um livro e o levava para casa. Eram nos contos, crônicas, poesias, lendas e fábulas que passávamos boa parte do nosso tempo.
     O exercício da leitura, nessa faze de nossas vidas, teve, entre outras contribuições, a função de aperfeiçoar a escrita, o vocabulário e incentivar muito nossa criatividade. 
    Posso afirmar com certeza que, mesmo com as limitações que tive, conheci o mundo através da leitura. Com essa pequena habilidade que adquiri, consegui atingir meus objetivos, tanto no campo pessoal, como no profissional, que em muitos momentos pareciam impossíveis de se atingir.